Nenhum outro retrocesso mental me traria tranquilidade quando o relógio marcou uma hora da manhã e eu já tinha enviado todas as lamúrias em forma de mensagens para o dono do meu peito.
A agonia em que eu me encontrava me ajudou na busca incessante por coragem naquela noite. Foram aproximadamente 9 choros sendo que 5 deles eu me fiz de feto em cima do travesseiro molhado.
Da última vez que li um jornal, tentaram desvendar o significado da palavra saudade e num tom óbvio de desdém eu virei aquela página. Deveria ter lido e comparado. Aquela dor que senti pensando em nós só podia ser algo em torno de 99% de saudade.  Tive dó de mim.
Ouvi o galo cantar naquele quarto insalubre e me revirei do avesso querendo desaparecer por dois instantes.
Mudei de ideia no momento em que cogitei ganhar um afago do meu bem querer (será que ainda é meu?)

Se ele estivesse por aqui eu bem não queria desaparecer.  Só se fosse com ele. Lá pro nosso pequeno universo.

Retrocesso?

Procurei um lenço e água pra engolir. A dor.

Foi a primeira e última vez que eu chorei de saudade.

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