das inúmeras maneiras de ser, eu fui ser logo a que eu escolhi. juro que não tive a intenção de usar esse post pra reclamar de mim, mas não se surpreendam caso eu não me aguente. o natural às vezes parece ser tão cheio de setas, de caminhos, de rotas mentais que eu nunca vou conseguir seguir à risca. digo isso porque o que me parece é que não basta algo ou alguém simplesmente existir na minha vida e pronto, pra me satisfazer há que se fazer a diferença, a todo custo. ou eu não quero, ou eu não consigo querer. me desculpem se pareço exigente demais, mas é que no meio de tanta maçã bonita porém podre por dentro, há  um caminho que eu defitinivamente não estou disposta a passar pra descobrir. seria mais fácil se tudo fosse instântaneo, sabe? é pra ser feliz? então que seja agora. é pra viver do jeito que eu escolhi viver? então que dê certo. é pra chorar? então chora logo e acaba com essa angústia entalada na garganta. é bem por aí, são palavras misturadas com toques exarcebados de emoções que fundem com minha vontade de mudar tudo o que não me agrada em dois tempos. O primeiro tempo seria na hora exata de mudar a vida (que seria agora), o segundo tempo, seria quando eu encontrasse alguém que quisesse mudar a vida junto comigo (coming soon…). Difícil né? eu sei, eu sou. mas não precisa forçar a cabeça pra tentar me entender, a começar pelo modo que escrevo esse texto, hoje acordei meio despreocupada do tipo que não faz questão de seguir as regras do português e começar uma frase com letra maiúscula (que os pontos finais me perdoem, mas eu não estou nem aí). tenho visto tanta gente cega, que nem se eu estivesse usando essa palavra no seu sentido literal eu iria sentir o mínimo dó. cega de medo, cega de covardia, cega de preconceito, cegos. chega um ponto no seu habitat natural que sua essência não te permite mais aceitar certos tipos de injustiças, e é indescritível a sensação que nasce e que aflora no peito de tentar transformar tudo aquilo e fazer diferente, fazer melhor. não sei se dá pra me entender, provavelmente nunca fiz sentido, mas é como se, após todos os nossos esforços e dedicações, houvesse algo que simplesmente fizesse tudo aquilo que construímos ir por água abaixo. que tipo de reação seria mais coerente? o que fazer quando o que nos resta parece não mais funcionar? a esperança de recomeçar é o que ainda nos move  e enquanto adiamos, continuamos acreditando que quando enfim fizermos o nosso melhor, tudo dará certo. E essa fantasia de certeza é a maior aliada do fracasso.

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