Março, que alegria ver você!

Veio  pra mim como um ventinho nos dias quentes, que sobrevivi à Fevereiro (mês que Deus tirou férias).  E foi com um sorriso muito espontâneo que finalmente virei a folha do meu calendário da porta da geladeira.
Março começou e eu sabia que o queria pra ele: marcar o ano, avisar que estou firme e forte e comentar como de repente os dias ficaram mais leves e mais lindos também. Mesmo que eu,  ainda tente,  sem intenção alguma (e isso é perfeitamente possível) desmoronar as coisas que eu mesma construo. Um clássico.
Olha, meu coração quando dói, é igual levar joelhada-surpresa: do nada eu me pego caída, com lágrimas nos olhos e me perguntando WHATHEHELL. É bem por aí mesmo sabe, dali a pouco ainda lateja mas chega uma hora que dá pra levantar, ou pelo menos sentar no sofá e esperar passar.Mas eu não consigo escrever e descrever. Nem tenho muito o que dizer, na verdade. Quem me conhece sabe do que estou falando.
Eu tô mesmo é esperando passar, sentada na cadeira  mais próxima. E isso não quer dizer que eu tô  parada olhando o movimento.. não! Eu tô me cuidando, tô fazendo coisas, e  fazendo planos, muito devagar.
Agora eu só queria  mesmo  era ficar bem em tempo recorde, mas nem sei mais. Acho que tem muita coisa dessa história de expectativa que  eu nunca mastiguei direito. Nunca entendi por inteiro, nunca relevei. Mas eu to indo tão bem, só preciso cuidar de um medinho bobo que apareceu sem ser convidado, ou não vou em frente em paz.
E ir em frente em paz é o que eu mais quero agora.
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