Por que tanta consciência?

Sempre ponderando, medindo e quase nunca se deixando levar. Passos calculados, milimetricamente estáveis. Analisar e tentar explicar como as coisas acontecem e as razões delas acontecerem. Para que? No final, todo mundo sabe como acaba: é sempre igual. Me diz então de onde vem essa vontade de ser uma calculadora que respira e que fala. Você sente?

Lugares tão ocos, tão bobos, tão nossos. É tão simples quanto fechar os olhos e abri-los novamente. Aquelas chuvas de verão que são bem-vindas, um livro emocionante que jamais emprestaria. Foi você quem me deu.

Então por que agir assim? Ardiloso e simétrico, tudo em seu respectivo eixo. Deixa ser mais incerto, o riso solto e o andar descompassado tomar conta. Vez ou outra ser louco, nesse  seu estranho mundo particular. Jogue fora as réguas, traçar planos não necessita força.  Há tanta coisa para descobrir. E o que não for meu e seu não será mais de ninguém.

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