Parece muito clichê falar sobre a vida quando ela começa a dar nós, que nem com as unhas mais afiadas e dedos mais experientes, conseguiríamos desatar com facilidade. Porém, meus caros, trago uma verdade que talvez penetre na ferida de alguns: A vida não é dura, somos nós que amolecemos diante dela.

Enumerei, então, algumas razões pra eu achar que a vida nem é tão hard assim: Primeiro porque quando nascemos não assinamos nenhum tipo de termo de acordo que esteja nos condicionando a abaixar a cabeça diante das situações adversas, segundo, porque o ser humano tem em seu DNA algum tipo de carga genética que o impulsiona a reclamar. Parece ser algo imprescindível ao dia-dia e não importa o quanto a vida esteja sendo honesta, sempre há um motivo pra transformar conforto em insatisfação. Terceiro ponto decorre do segundo, embora regido por uma visão otimista da minha parte: é necessário parar de ficar estacionado em meio aos problemas, por mais infinitos que eles pareçam, e não se redimir quando no momento for preciso agir. Não ter medo de correr riscos na vida, respeitando é claro, os limites de cada um. Há de vir solução pro que é solucionável, mas pouco adianta mostra-ser indiferente ou comportar-se como um inimigo do seu próprio destino, pois é como se cada um dos nossos sucessos fosse uma tortura pros desafetos. Estes desaparecem com o tempo e acreditem, o homem nada mais é do que aquilo que ele constrói de si mesmo.

Não sejamos, portanto, além de cretinos, incrédulos. Acumular opções que nos tornem covardes: não fazer, não sonhar, não tentar, não ter nada pra se arrepender depois… Manter doce o sabor da  vida ou qualquer outro gosto que a torne saborosa a nós mesmos, é essencial para o transcorrer dos dias.  O ‘’Keep calm and carry on’’ continua valendo pra cada novo nascer do sol. Plenitude e paz no meio do aparente caos é o que se espera.

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